Hoje muitos voltaram ás suas rotinas, de forma diferente, com regras, com distanciamento social, no fundo sem afetos, porque o tempo agora a isso obriga.
Somos capazes de o fazer, claro que sim!
Queremos fazê-lo?
Devemos sem dúvida, mais que por respeito a si próprio, por respeito aos outros.
Sabem o que mais me custa pensar nesta pandemia, não é ficar em casa, não é usar proteção, não é não ir passear...
O que mais me custa, é pensar naqueles que não tiveram oportunidade de se despedir dos seus entes queridos que partiram, e partiram muitos.
As lágrimas soltaram-se, o nó na garganta que dificultou o engolir permaneceu, a dor, o vazio instalaram-se, as forças perderam-se...
Não houve colo, não houve afeto, não houve o adeus...
O olhar ficou perdido, assim como ficou aquele abraço que consola e conforta...
Morreram velhos, mas também morreram novos, porque morre-se todos os dias...
Mas o direito à última homenagem, à derradeira despedida dos entes queridos... foi fria, distante, sem direitos...
Por isso conserve-se o direito de proteger os outros, porque ao fazê-lo também se está a proteger a si.
Vamos todos ambicionar que a normalidade volte, mesmo aquela que nos queixávamos, porque é essa que nos faz ser gente...
Vamos todos ambicionar ser melhores pessoas!

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